Saudando a Galera/Sessão Maguila:
1) Conchas está mais silenciosa e muito mais triste: Dona Helena Baldine Mendes, a Dona Helena do Batuba, nos deixou. Seus característicos e alegres gritos com sotaque misto ítalo-conchense – "Ô caipóca; como vai?" –, lançados ao ar quando me encontrava, se calaram de vez. Figura queridíssima em nosso meio e quituteira de mão cheia, ela sempre apoiou as entidades conchenses, em especial, o SACI, para o qual, nos anos 70, preparou salgadinhos deliciosos, vendidos por mim, Buda, Ditão e outros sacizenses, de porta em porta, para angariar fundos para a então recém-criada escola de samba. À Marilena, Cida, Zelão, Gina, João e Márcio, seus filhos, e demais familiares, meus sinceros sentimentos. 2) Para compensar tristezas como essa da perda da Dona Helena, Deus nos presenteia com a alegria de ver entes queridos avançando vida adiante, como é o caso do meu querido tio Plínio Stievano, o famoso "Tito Sukão". Piramboiano da gema, agropecuarista, ex-vereador, capelão e domador de cavalos xucros, ele completou mais um ano de vida. Parabéns e salve o Sukão! 3) Mais alegria: a nação sacizense está em êxtase em razão da vitória conquistada na primeira – e mais importante – etapa do projeto Casa do SACI, que contempla a obtenção de um espaço para construção da sede própria. Isso só foi possível graças aos esforços da prefeita Adriana, que, via projeto de lei, formalizou a doação de um terreno ao SACI, operação esta prontamente aprovada pela Câmara Municipal. E, antes que pensem ou falem que a prefeita e os vereadores estão "dando dinheiro ao SACI", cabe esclarecer que tal operação não gerou custo ao erário municipal, pois o terreno doado é um ativo antigo da própria prefeitura; portanto, não houve desembolso com desapropriação. Como bem destacaram a prefeita Adriana e os vereadores Emerson, Dr. Anselmo, Omar, Lucas, Eva, Nilton, Agenor e Pirulito, em reunião com a diretoria sacizense, é um reconhecimento público aos serviços socioculturais, esportivos e filantrópicos prestados pelo SACI a Conchas em seus 35 anos de vida. É também o inicio da concretização de um sonho dos sacizenses, que, agora, partirão para a luta em busca de recursos para a construção predial. O SACI agradece muito à prefeita e aos vereadores e garante que seguirá trabalhando para continuar merecedor da confiança de todos. Mãos à obra e salve o SACI!
Bola Rolando/Esportes:
1) O CFC foi a Laranjal onde enfrentou o CRC. Como o adversário não possuía duas equipes (aspirante e amador), o Galo conchense mesclou seus atletas num time só e, depois de estar perdendo por 2 a 0, empatou em 2 a 2, com golaços de Duda e Clayton. Se a arbitragem não tivesse falhado tanto, o CFC poderia até ter vencido. 2) A AAC jogou em casa, no Almadão, contra a Maristelense e não teve piedade do adversário: meteu um chocolate de 8 a 3, com um gol de Cesão "Maluco Peito de Aço", três de Zé Calcinha e quatro "Dele", o artilheiro Marcelinho "Patrick Tchêrekinho" Nunes. 3) O Sucatão Master/Mister AAC também jogou no Almadão e foi derrotado pela boa equipe da Unesp Botucatu, por 4 a 2, com Sandro "Macarrão" anotando os dois tentos conchenses. 4) Na Estação de Pereiras, o Master Selemessias esteve arrasador e goleou Osasco por 5 a 2, com um gol de Elcião "Lobo" Bigode, dois de Betão "Canhotaço" e dois de Teté, um deles uma verdadeira pintura, em que ele driblou a zaga inteira, o goleiro e entrou com bola e tudo. Após a vitória do Selemessias, uma seleção regional de veteranos, formada por conchenses (Mimosa, Zé Museu, João "Rubião" Camargo e Carmo Branco), cesariolangenses (Zezinho e Arizinho) e pereirenses (Messias, Coqueiro, Koró e Hélio), empatou com a forte equipe de Interlagos, da capital, por 1 a 1, gol do "matador" Hélio.
Zona do Agrião:
1) Para os mais puristas que odeiam palavrões, o cientista geopolítico Decião Jacob explica que "Puta Que Pariu" não é só a esdrúxula e chula expressão que usamos para xingar alguém. Através de pesquisas acadêmicas balizadas, Decião descobriu que "Puta Que Pariu" – escrito assim mesmo em placas públicas – é um bairro do município mineiro de Bela Vista, próximo a Ipatinga. Descendente de árabes-mineiros, ele quer acabar com o preconceito em relação ao nome do bairro; e, para tanto, diz que levará um time de futebol conchense para jogar lá. Missão difícil, Décião; afinal, quem quer ir a "Puta Que Pariu"? 2) O palmeirense Fuminho 6 e ½ e o santista Xan Anibal dizem que o Corinthians treme tanto em decisões, que o seu estádio atual deveria trocar o nome de Parque São Jorge para Parkinson Jorge. Sugestão procedente! 3) Do alto de seus 116 anos (102 de futebol), Koró "Jurassic Boy", o dinossauro pereirense da bola, diz ter fôlego de gato. Pelo que vi no jogo passado, deve ser fôlego de gato morto. Seu similar e concorrente conchense Hugo ½ Noite, de 115 anos (101 de futebol) está com fôlego melhor: consegue subir a Rua São Paulo e voltar para casa após a cervejada sabática no Bar da Maria do Carmo, sem ajuda dos amigos Baltazar, Nilton e Helinho "Fofão" Lima, o Louro José. Isso, sim, é fôlego de gato! Gato ancião, mas não morto; não é ½ Noite?
Fechando as Cortinas:
Foi manchete na mídia em geral: o Ministério da Educação distribuiu às escolas um livro que estimula os estudantes a continuarem falando e escrevendo errado em detrimento do uso correto da língua portuguesa escrita e falada. Não sou nenhum "expert" no tema, mas me assombrei. Fiquei ainda mais assombrado ao saber que o dito livro insinua que aqueles que, por ventura, corrigirem pessoas que falam ou escrevem errado estão cometendo "preconceito linguístico". Preconceituosos são os que acham que, por ser pobre ou humilde, o brasileiro não tem capacidade para aprender o correto e subir na vida. Para alguns pseudos-educadores instalados no poder, é conveniente que "a ingnorança astravanque o progrecio".
Romildo "Pakinha" Almeida
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