NÃO SOMOS VÍTIMAS DAS CIRCUNSTÂNCIAS
Você está constantemente se perguntando por que tudo acontece comigo?
Já acorda de mal com o mundo e com as pessoas que fazem parte dele. Está sempre pensando no que mais falta te acontecer depois de tudo que já passou. Já perdeu a esperança de acreditar que pode melhorar, sente que tudo que faz não é reconhecido. Está sempre se lamentando de tudo e de todos.
Todos os acontecimentos e pessoas parecem apenas te prejudicar.
A vida às vezes nos coloca em situações que realmente machucam muito, mas será que ficar se lamentando pelos cantos, ligando para um e para outro, buscando alívio em remédios, bebida, comida, enfim, em fugas inconscientes, podem fazer realmente mudar os fatos? Podem no máximo servir como paliativos durante um tempo, mas com certeza e através de outros motivos, o sofrimento pode voltar. Será que não está na hora de pensar sobre o significado de tudo isso?
E qual o aprendizado que esses acontecimentos podem estar querendo te trazer? Sempre há o que aprender, ainda que aconteça a pior tragédia, a maior decepção. Por que não olhar para tudo que te fizeram ou te machucaram e parar de fugir ao se colocar como vítima? Com certeza manter o papel de vítima onde ninguém te ama ninguém te quer, não altera absolutamente nada.
O papel de vítima, aquele em que dizemos, oh, meu Deus, por que comigo? faz com que permanecemos no mesmo lugar, como se estivéssemos numa porta giratória e que não conseguimos sair. Mesmo que o mundo lá fora continue em toda velocidade, dentro de você tudo se mantém igual.
Passam-se anos e continua a sentir os mesmos sentimentos, como se o fato de chorar e se lamentar fosse o suficiente para parar de sofrer.
Com certeza chorar pode aliviar, mas depois de algum tempo chorando, só acentuará o sofrimento. Beber pode aliviar comer também, mas adianta? Ou só faz acentuar dentro de você cada vez mais o sentimento de não ser capaz? E depois vem a culpa e conseqüentemente, a autopunição.
Pessoas que se consideram vítimas geralmente dão mais do que recebem, pois em algum momento da vida, aprenderam a dar, confiar e sacrificarem-se pelos outros. Estão sempre computando o mundo entre o bem e o mal, o que deram e o que receberam e o resultado dessa conta é que sempre deram muito mais, ou ainda, receberam apenas a parte ruim. São pessoas que se sobrecarregam, porque nunca conseguem dizer não. Ao se sacrificarem, acabam sempre manipulando ou controlando quem as cercam.
Seus esforços constituem uma tentativa, consciente ou inconsciente, de obter o que quer que seja desesperadamente. O sacrifício por tudo que faz pode representar um pedido de que alguém perceba seu real valor, porque ela mesma não o reconhece. Não há permissão para encontrar a si mesma nem para lutar por aquilo que deseja.
Um bom exercício para perceber esse processo é perceber quais evoluções obteve nos últimos anos. Você continua reclamando dos mesmos problemas há quanto tempo? O que mudou? Depois pergunte para si mesma como estará daqui a cinco anos, se continuar agindo com os mesmos comportamentos. Estará como gostaria de estar? Se a resposta for não, faça uma reflexão de quais padrões estão se repetindo em sua vida e o que gostaria de mudar. O que fazer para chegar ao resultado que deseja? Será que se continuar plantando sementes de feijão, irá colher arroz? Com certeza não.
Pare de acreditar que só será reconhecida através do seu sofrimento. É preciso entender que você pode se dar, mas sem se perder! Nesse momento perceberá que sua vida depende de você e que nada a fará mudar enquanto não permitir se libertar de tudo que a faz permanecer no mesmo lugar.
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