AO HOMEM PERTENCEM OS PLANOS DO CORAÇÃO
Existe certamente uma diferença entre a teimosia e a persistência.
Aquele que persiste tem um objetivo do qual não larga, não abandona facilmente até que o último suspiro seja dado, ou a vida decida de outra maneira. O persistente é forte nos seus objetivos.
O teimoso, por outro lado, é um persistente exagerado, que vai em frente sem querer saber o que encontra no caminho, cego a quaisquer outras idéias que a sua.
O persistente, com o tempo alcança alguma coisa. O teimoso caminha, caminha e acaba se esbarrando em dificuldades que com o tempo o farão desistir.
Muitos e muitos dos projetos que fazemos vão por água abaixo. Outros iremos até a linha de chegada e carregaremos no rosto o sorriso de satisfação.
E entre as coisas que conseguimos e as que perdemos, ganharíamos um tempo enorme se pudéssemos ter a honestidade de identificar os sinais e seguir por eles.
As coisas que não dão certo não chegam a esse fim de um dia para o outro. Os sinais aparecem, mas preferimos ignorá-los, achamos desculpas pra eles e até dizemos que estão lá apenas para nos testar.
É quando insistimos nesses caminhos que sabemos que não levam à lugar nenhum que choramos nossas mais grossas lágrimas.
O coração não engana ninguém. Ele dá os sinais e fica de lado para deixar a cada pessoa seu livre arbítrio, de errar e de acertar.
E nós vamos plantando e colhendo os frutos das nossas decisões.
Todos os nossos projetos chegam ao trono de Deus. E Ele, carinhosamente e até com jeito, inúmeras vezes nos diz que eles não são bons, porque nos ama e quer evitar nossas lágrimas e decepções.
E, como os que pensam que tudo sabem, apresentamos nossos projetos, mas ficamos surdos à resposta Divina, aos apelos do coração e nos enganamos com menos freqüência do que pensamos.
Portanto, assim vamos aprendendo com nosso coração adquirir a certeza que o Senhor responde a todas as nossas perguntas, mesmo se às vezes são respostas que não queremos ouvir.
E aprendemos também que confiar no Senhor é dar um passo à frente, é evitar certas estradas, os tropeços, os choros e abrir os olhos aos horizontes serenos aos quais Deus nos destina.
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